Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026
O teto das aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) saltará para R$ 8.475,55 a partir de 1º de janeiro de 2026. A estimativa consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano, aprovada em dezembro pelo Congresso Nacional e sancionada neste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O atual limite dos benefícios pagos pelo INSS está em R$ 8.092,53, válido desde 1º de janeiro de 2025. Esse valor é a base para o teto dos benefícios do INSS durante todo o ano de 2025. Somente aposentadorias e pensões que superassem o salário mínimo (R$ 1.502) no início de 2025 foram reajustadas em 3,9% – o equivalente à inflação em 2024 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A LDO de 2026 prevê inflação de 3,5% em 2025 e de 3% para 2026. Como a legislação trabalhista prevê reajustes anuais com base nos 12 meses anteriores, essa projeção se aplica aos benefícios. Para 2026, considerando a inflação de 3,5% em 2025, o teto dos benefícios do INSS passará de R$ 8.092,53 para R$ 8.475,55.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, os segurados da Previdência Social que ganham mais que o salário mínimo e já recebiam benefícios acima do piso nacional em janeiro de 2025 serão reajustados. O mesmo vale para os pensionistas.
A revisão leva em conta o INPC, indicador usado para os reajustes do INSS. Segundo o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, o novo teto valerá a partir de 1º de janeiro de 2026.
Conforme o Ministério do Planejamento e Orçamento, em 2026, a estimativa do salário mínimo será de R$ 1.558. A pasta também prevê que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 seja de 3,3% e o Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas pelo país – tenha crescimento de 2,3%.
No início do ano passado, o governo já havia reajustado em 3,71% os benefícios do INSS que estavam acima do salário mínimo, fazendo com que o teto da Previdência Social passasse de R$ 7.507,49 para R$ 7.828,94.